“A culpa é da gramática”


Nos últimos tempos a palavra família está meio esquecida, camuflada, jogada de lado por outra palavra desunião. Essas duas palavras são absolutamente o oposto uma da outra, nem utilizando o conetivo e não ajudaria. A desunião é sozinha, assim como tantas outras palavras do nosso vocabulário, palavras que quando soam, deixam tristeza. Essa também é uma palavra que junto com desunião, saem apenas lágrimas.
Acredito que nosso vocabulário deveria ser todo reformulado. Imagine só, se saíssem só palavras bonitas de nossas bocas. Assim o sofrimento deixaria de existir. Não falo que os conetivos sejam os grandes culpados por não conseguirem juntar algumas palavras, digo apenas que os períodos não conseguem mais ser como eram antes, corretos.
Posso fazer uma grande declaração? Os verbos também são os culpados. Pronto, falei. Casar não significa mais formar uma família, e sim, juntar posses e subir na vida. Trair também é um verbo comum, assim como matar e morrer. As vírgulas e as crases são apenas coitadas nessa história, além de estarem em qualquer frase, são culpadas pela falta de entendimento na sociedade. As pobres crases são jogadas em cima de qualquer a.
Mas e os prefixos e sufixos? São sempre os mesmos, uns estão sempre na frente, outros sempre no fundo, uns dão força na desunião, outros acabam geralmente diminuindo tudo o que é dos outros, ou apenas tentando diminuir às lágrimas. Mas sempre na hora mais imprópria, chega o neologismo e acaba misturando as línguas.Mas, e como essas palavras se criaram? Aposto como as desinências todas cheias de detalhes que fizeram isso, apenas para brigar com a derivação. E acabaram criando todo esse caos na sociedade. Tudo porque resolveram se achar mais importantes que os radicais. Eles que deram a vida a gramática.
Então é isso, acredito que agora o causador de toda essa guerra foi encontrado. Na época, o comentário foi que os radicais chegaram radicalizando tudo e colocando os pingos nos is. Decidindo quem é menino com o e quem é menina com a.
E toda essa discussão deu nisso, agora a idéia é de juntar com a história e fazer um novo renascimento, só que na gramática.
Tudo bem, podemos lembrar alguns nomes mais importantes na história, mas, para que isso ocorra, deve primeiro fazer sua parte, como juntar as pessoas. E quanto ao renascimento? Ah, daí já é outra história.

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4 comentários:

  1. Acredito que devemos mudar, sim, os agentes modificadores das palavras e se apegar muito mais à linguística do que à gramática. Existem diferenças claras entre uma e outra.

    E devemos lembrar também que palavra não é só escrita. O Filósofo da linguagem Philippe Breton dedica toda uma obra para esclarecer este mito. Se entendessemos a palavra como algo complexo, se enxergássemos a palavra que existe em cada ato, cada sentimento, cada expressão corporal, poderíamos entender melhor a nós mesmos e coibir as formas de violência no mundo.

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  2. Gostei do jogo de palavras! O texto ficou muito atraente com elas. Mas já que você citou a importância delas, gostaria também de dar a minha opinião; ao invés de palavras de lamentação, por que não palavras de amor?
    Acho que é o melhor jeito de combater esses substantivos e verbos que nos assombram todos os dias.

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  3. além do otimo texto a reflexão sobre as palavras e os sentidos delas em nossas vidas.... e familia realmente é uma palavra que tem perdido o sentido dentro deum contexto social... e quando digo isso é sobre amor , união e nao sobre a forma nuclear de se contitui-la!

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

“A culpa é da gramática”

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Nos últimos tempos a palavra família está meio esquecida, camuflada, jogada de lado por outra palavra desunião. Essas duas palavras são absolutamente o oposto uma da outra, nem utilizando o conetivo e não ajudaria. A desunião é sozinha, assim como tantas outras palavras do nosso vocabulário, palavras que quando soam, deixam tristeza. Essa também é uma palavra que junto com desunião, saem apenas lágrimas.
Acredito que nosso vocabulário deveria ser todo reformulado. Imagine só, se saíssem só palavras bonitas de nossas bocas. Assim o sofrimento deixaria de existir. Não falo que os conetivos sejam os grandes culpados por não conseguirem juntar algumas palavras, digo apenas que os períodos não conseguem mais ser como eram antes, corretos.
Posso fazer uma grande declaração? Os verbos também são os culpados. Pronto, falei. Casar não significa mais formar uma família, e sim, juntar posses e subir na vida. Trair também é um verbo comum, assim como matar e morrer. As vírgulas e as crases são apenas coitadas nessa história, além de estarem em qualquer frase, são culpadas pela falta de entendimento na sociedade. As pobres crases são jogadas em cima de qualquer a.
Mas e os prefixos e sufixos? São sempre os mesmos, uns estão sempre na frente, outros sempre no fundo, uns dão força na desunião, outros acabam geralmente diminuindo tudo o que é dos outros, ou apenas tentando diminuir às lágrimas. Mas sempre na hora mais imprópria, chega o neologismo e acaba misturando as línguas.Mas, e como essas palavras se criaram? Aposto como as desinências todas cheias de detalhes que fizeram isso, apenas para brigar com a derivação. E acabaram criando todo esse caos na sociedade. Tudo porque resolveram se achar mais importantes que os radicais. Eles que deram a vida a gramática.
Então é isso, acredito que agora o causador de toda essa guerra foi encontrado. Na época, o comentário foi que os radicais chegaram radicalizando tudo e colocando os pingos nos is. Decidindo quem é menino com o e quem é menina com a.
E toda essa discussão deu nisso, agora a idéia é de juntar com a história e fazer um novo renascimento, só que na gramática.
Tudo bem, podemos lembrar alguns nomes mais importantes na história, mas, para que isso ocorra, deve primeiro fazer sua parte, como juntar as pessoas. E quanto ao renascimento? Ah, daí já é outra história.

4 comentários:

michellniero disse...

Acredito que devemos mudar, sim, os agentes modificadores das palavras e se apegar muito mais à linguística do que à gramática. Existem diferenças claras entre uma e outra.

E devemos lembrar também que palavra não é só escrita. O Filósofo da linguagem Philippe Breton dedica toda uma obra para esclarecer este mito. Se entendessemos a palavra como algo complexo, se enxergássemos a palavra que existe em cada ato, cada sentimento, cada expressão corporal, poderíamos entender melhor a nós mesmos e coibir as formas de violência no mundo.

michellniero disse...

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lucasduquette disse...

Gostei do jogo de palavras! O texto ficou muito atraente com elas. Mas já que você citou a importância delas, gostaria também de dar a minha opinião; ao invés de palavras de lamentação, por que não palavras de amor?
Acho que é o melhor jeito de combater esses substantivos e verbos que nos assombram todos os dias.

danisiinha disse...

além do otimo texto a reflexão sobre as palavras e os sentidos delas em nossas vidas.... e familia realmente é uma palavra que tem perdido o sentido dentro deum contexto social... e quando digo isso é sobre amor , união e nao sobre a forma nuclear de se contitui-la!

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