“ Vegetal do mal”

Vegetal é um termo usado na botânica para caracterizar os seres vivos pertencentes ao Reino Plantae. Pode também significar o mesmo que planta ou hortaliça, mas é utilizado mais frequentemente como adjetivo que se aplica às estruturas e outros conceitos relacionados com as plantas (células vegetais, órgãos vegetais, etc).

Desde minhas séries iniciais na escola eu tenho estudado sobre vegetação, a importância dos vegetais, suas proteínas, seus carboidratos, lipídios, vitaminas, etc. Nunca duvidei nem mesmo de uma frase das explicações do professor em relação a vegetação e sempre tentei me manter atualizada em relação a isso.
Um dia me falaram que os vegetais eram fonte de sais minerais, no outro dia me disseram que eram excelentes para a medicina popular e também me disseram sobre os vegetais perigosos.
Nunca pensei que um vegetal – lembrando de sua “grande” importância – pudesse atrapalhar a vida de uma pessoa. É isso mesmo que falei. Vegetais às vezes atrapalham a vida de uma pessoa – ou mais pessoas, talvez uma família.
Eles podem ser grandes, pequenos, redondos, compridos, verdes, violetas, enfim, diversas cores e formas. Mas todos eles tem sua função de auxílio no corpo humano ou até mesmo podem ser prejudicial a saúde.
Refletindo melhor sobre isso me deparei com algo curioso, em frente a minha casa, a mais ou menos três semanas – tempo demais para quem se sente encomodado – posso afirmar que um vegetal se alojou ali, mas não pense que é um vegetal que auxilia a saúde de alquém – acho que nem mesmo os pais dele pensam assim. É um garoto que regula ter seus 18 anos, que fica plantado dentro de um carro ouvindo diversas músicas. Quando alguém passa por ele, não há como não perceber isso, mas simplesmente ele observa a pessoa como se tivesse a estudando – pode-se muito bem perceber a forma com que ele observa.
É um garoto, na verdade, apenas mais um, desde o meu primeiro encontro com ele – primeiro dia de encomodação – dei um pseudônimo a ele que é perfeito, desde aquele momento o chamo de vegetal. Não sei dizer seu nome, sua idade correta, seu tipo físico, bem, ele é estranho, só isso. Alguém que escuta música – quer dizer, funk – durante 6 horas por dia, não me parece muito normal, não acha?
Ele não trabalha, não estuda, não come, não bebe, não dorme, apenas ouve funk, o dia inteirinho. Nunca posso ser eu mesma dentro de minha própria casa, pois lembro que o vegetal está logo ali, do outro lado da janela. Nunca posso ouvir música em um volume muito alto, pois o vegetal está logo ali, do outro lado da janela. Nunca posso tocar guitarra, nunca posso jogar no computador, nunca posso dormir tranquila, pois o vegetal está logo ali, do outro lado da janela.
Um dia acordei bem cedo, estava confiante, abri a janela e lá estava ele, “o vegetal”, de olho em mim, pensei comigo mesma “é agora ou nunca”, decidi enfrentar ele, pesquisei como acabar com um vegetal, descobri inúmeras formas de fazer isso, mas não consegui me decidir por apenas uma. Deixei estar naquele momento. Posso afirmar que tentei fazer um pouco de terrorismo com ele, cortando uma beterraba em frente ao carro que ele estava, mas não funcionou, pois continuou no mesmo lugar, me olhando como se eu não existisse. Nos dias que se seguiram, tentei de todas as formas fazê-lo ir embora, não aguentava mais isso – nem minha família, claro. Um dia vi o carro saindo de lá, foi-se embora – aleluia – nem acreditei, mas foi só isso, acabaram-se as 5 semanas de construção e ele foi embora, eu que fiz tanta coisa para fazê-lo ir embora.
Com tudo, percebi a importância dos vegetais, o bem que eles fazem a saúde, o quão importante eles são parados em frente a uma casa apenas ouvindo funk. Porém nunca esquecerei deste dia, o dia em que abdiquei totalmente dos vegetais, não gosto mais de vegetais, nem adianta insistir. Eles são terríveis e causam muita irritação se forem vegetais que gostam de “encomodar” a sua saúde. Eu odeio vegetais. Vegetais do mal.

CONVERSATION

1 comentários:

  1. Olha Juliete, acho que esse rapaz não era um vegetal, e sim, uma erva daninha do tipo que dá em qualquer matinho.

    Pior é que existem tantas por aí que a minha vontade é deixar a tolerância de lado e tacar um inseticida bem letal nesses parasitas.


    www.opatifundio.com

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

“ Vegetal do mal”

Compartilhar Vegetal é um termo usado na botânica para caracterizar os seres vivos pertencentes ao Reino Plantae. Pode também significar o mesmo que planta ou hortaliça, mas é utilizado mais frequentemente como adjetivo que se aplica às estruturas e outros conceitos relacionados com as plantas (células vegetais, órgãos vegetais, etc).

Desde minhas séries iniciais na escola eu tenho estudado sobre vegetação, a importância dos vegetais, suas proteínas, seus carboidratos, lipídios, vitaminas, etc. Nunca duvidei nem mesmo de uma frase das explicações do professor em relação a vegetação e sempre tentei me manter atualizada em relação a isso.
Um dia me falaram que os vegetais eram fonte de sais minerais, no outro dia me disseram que eram excelentes para a medicina popular e também me disseram sobre os vegetais perigosos.
Nunca pensei que um vegetal – lembrando de sua “grande” importância – pudesse atrapalhar a vida de uma pessoa. É isso mesmo que falei. Vegetais às vezes atrapalham a vida de uma pessoa – ou mais pessoas, talvez uma família.
Eles podem ser grandes, pequenos, redondos, compridos, verdes, violetas, enfim, diversas cores e formas. Mas todos eles tem sua função de auxílio no corpo humano ou até mesmo podem ser prejudicial a saúde.
Refletindo melhor sobre isso me deparei com algo curioso, em frente a minha casa, a mais ou menos três semanas – tempo demais para quem se sente encomodado – posso afirmar que um vegetal se alojou ali, mas não pense que é um vegetal que auxilia a saúde de alquém – acho que nem mesmo os pais dele pensam assim. É um garoto que regula ter seus 18 anos, que fica plantado dentro de um carro ouvindo diversas músicas. Quando alguém passa por ele, não há como não perceber isso, mas simplesmente ele observa a pessoa como se tivesse a estudando – pode-se muito bem perceber a forma com que ele observa.
É um garoto, na verdade, apenas mais um, desde o meu primeiro encontro com ele – primeiro dia de encomodação – dei um pseudônimo a ele que é perfeito, desde aquele momento o chamo de vegetal. Não sei dizer seu nome, sua idade correta, seu tipo físico, bem, ele é estranho, só isso. Alguém que escuta música – quer dizer, funk – durante 6 horas por dia, não me parece muito normal, não acha?
Ele não trabalha, não estuda, não come, não bebe, não dorme, apenas ouve funk, o dia inteirinho. Nunca posso ser eu mesma dentro de minha própria casa, pois lembro que o vegetal está logo ali, do outro lado da janela. Nunca posso ouvir música em um volume muito alto, pois o vegetal está logo ali, do outro lado da janela. Nunca posso tocar guitarra, nunca posso jogar no computador, nunca posso dormir tranquila, pois o vegetal está logo ali, do outro lado da janela.
Um dia acordei bem cedo, estava confiante, abri a janela e lá estava ele, “o vegetal”, de olho em mim, pensei comigo mesma “é agora ou nunca”, decidi enfrentar ele, pesquisei como acabar com um vegetal, descobri inúmeras formas de fazer isso, mas não consegui me decidir por apenas uma. Deixei estar naquele momento. Posso afirmar que tentei fazer um pouco de terrorismo com ele, cortando uma beterraba em frente ao carro que ele estava, mas não funcionou, pois continuou no mesmo lugar, me olhando como se eu não existisse. Nos dias que se seguiram, tentei de todas as formas fazê-lo ir embora, não aguentava mais isso – nem minha família, claro. Um dia vi o carro saindo de lá, foi-se embora – aleluia – nem acreditei, mas foi só isso, acabaram-se as 5 semanas de construção e ele foi embora, eu que fiz tanta coisa para fazê-lo ir embora.
Com tudo, percebi a importância dos vegetais, o bem que eles fazem a saúde, o quão importante eles são parados em frente a uma casa apenas ouvindo funk. Porém nunca esquecerei deste dia, o dia em que abdiquei totalmente dos vegetais, não gosto mais de vegetais, nem adianta insistir. Eles são terríveis e causam muita irritação se forem vegetais que gostam de “encomodar” a sua saúde. Eu odeio vegetais. Vegetais do mal.

1 comentários:

michellniero disse...

Olha Juliete, acho que esse rapaz não era um vegetal, e sim, uma erva daninha do tipo que dá em qualquer matinho.

Pior é que existem tantas por aí que a minha vontade é deixar a tolerância de lado e tacar um inseticida bem letal nesses parasitas.


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