“Profissão X Duvida”

Até hoje me pergunto o que vou fazer da minha vida quando terminar o ensino médio. São tantas opções, tantas nas quais eu não me encaixo e outras tantas em que eu teimo em dizer não. Essa dúvida se aloja, se encosta, ou até gruda na mente das pessoas a partir do primeiro dia de aula do último ano escolar.
Quando eu tinha aproximadamente uns sete anos, surgiu a idéia da primeira profissão. Adivinha qual era? Isso mesmo. Sonhava em ser professora. Assim como grande parte das meninas dessa idade. Eu adorava ler, escrever, criar trabalhos para meus inúmeros alunos, todos imaginários, claro. Passava horas e horas tentando fazê-los parar com a conversa e prestar um pouquinho de suas atenções em mim. Resumindo, hoje não consigo nem me imaginar dando aulas.
Quando eu tinha aproximadamente uns 12 anos, eu gostava muito de desenhar roupas. Pronto, outra idéia de profissão. Então eu passei a acreditar que eu poderia ser estilista e cursar moda em uma faculdade. Eu passava horas e mais horas desenhando, criando roupas, fazendo detalhes, enfim, se surgia um rabisco em local errado, acabava com todo aquele desenho e fazia outro muito melhor. Foi passando o tempo e eu com aquela mesma idéia de profissão. Chegou um dia eu percebi que talvez não fosse o certo, deveria encontrar algo em que eu realmente me encaixasse, então desisti daquela profissão.
Quando eu tinha aproximadamente uns 15 anos, eu aprendi a tocar violão, passava horas e mais horas tocando, aprendendo, imaginando um show na qual eu tocaria. Surgiu então uma nova idéia de profissão. Agora eu acreditava que podia ser de uma banda, mas, não conseguia me ver tocando apenas violão, eu queria mais, ser um pouco radical quem sabe. Decidi tocar guitarra. São tantas tardes, horas e mais horas tocando guitarra. Decidi cursar faculdade de música e ser guitarrista de uma banda de rock. Pronto, a notícia se espalhou e a bomba explodiu. Por causa de grande parte das influências e pedidos para que houvesse mudança de planos e outro curso fosse escolhido, então decidi fazer literatura.
Agora com uma idade mais avançada percebi que gosto de escrever, gosto de ler e eu posso muito bem ser professora de literatura. Mas, voltando ao inicio, eu não posso ser professora de jeito nenhum, não me enquadro no perfil de um deles. Mudança de planos novamente.
Agora decidi que posso fazer jornalismo. Imagina, eu apresentando o tempo no jornal das 20h00min? Não, de jeito nenhum, seria uma catástrofe isso, nunca me dei bem em geografia, seria um enorme fiasco se eu trocasse os estados no mapa ou então marcasse o sul acreditando ser nordeste. Mudança de planos novamente.
Talvez eu ainda queira cursar jornalismo, mas apenas para continuar a escrever, mas deixando bem claro que eu nunca me sairei bem como garota do tempo. Mas quem sabe não ocorrem mudanças de curso novamente? Quem sabe? Tudo pode acontecer.

CONVERSATION

4 comentários:

  1. Por que toda garota quer ser professora? Tive o mesmo sonho quando pequena... até que entrei no Ensino Fundamental e vi o que professor sofre pra tentar dar uma aula numa escola pública.

    Há três anos passei por essa fase de vestibular, fim do Ensino Médio, escolha de profissão... e acabei me ferrando.
    Acabei indo pra faculdade de Administração mais por falta de opção ou de falta de um lugar que me encaixasse e só ganhei dor de cabeça. Espero estar indo no rumo certo agora.

    Só te dou um conselho: esqueça todos os outros, e escolha o que você quer pra sua vida.
    Nada de ingressar numa faculdade só porque sua mãe sonhou com você estudando numa universidade a vida toda, ou pelo conceito de que saiu do Ensino Médio tem que entrar em uma faculdade. Pare pra pensar no que você realmente quer, e depois vá atrás disso.
    Boa sorte!



    Bejoo :*

    ResponderExcluir
  2. cara eu acho que sou do contra mesmo.
    alem de odiar bonecas, meiguice e rosa eu nunca nunquinha mesmo quis ser professora.
    meu sonho sempre foi ser astronauta ou cientista.
    e minha profissão já foi escolhida a anos e eu sei muito bem que isso é realmente o que eu quero.

    ResponderExcluir
  3. Essa dúvida vai te acompanhar até que você efetivamente saia da faculdade... Só aí você terá plena certeza de que escolheu certo.

    Mas não se preocupe, mesmo quando você escolhe a profissão errada - meu caso - você percebe que, ao sair da faculdade, você não está de jeito nenhum limitado a exercer apenas a prática daquilo que aprendeu na faculdade. Aliás, mesmo que existiosse tal limitação, sempre sobra a possibilidade da iniciativa privada, então...

    De qualquer forma, escolha com cuidado. Pense bem, e de preferência vá ver como são as profissões que você tem em mente. Assista algumas aulas do curso pra te ajudar a ver se ele é aquilo mesmo que você pensa que é.

    Eu, por exemplo, NUNCA teria feito direito se tivesse seguido meu próprio conselho...

    Mas como eu mesmo te disse, dentro da faculdade o próprio problema se resolveu: quando entrei em um estágio no 4o ano, descobri que, se por um lado eu odeio a teoria do direito, por outro, a prática acabou me conquistando.

    Pense bem, mas principalmente, decida por você mesma! Não se deixe influenciar pelos outros... Muitos erram nesse passo. Não seja uma delas.

    Bjs! E boa sorte!

    Obs.: mesmo entrando em um curso que você não gosta, você sempre pode trocar de curso! Muitos fizeram isso e muitos ainda fazem. Fora isso, você pode fazer outras faculdades depois - como eu que estou matriculado em filosofia, minha verdadeira paixão mas que não cursei porque não sirvo de jeito nenhum pra dar aula.

    ResponderExcluir
  4. É isso é dificil mesmo...
    mais eu ja´escolhir o que qero fazer
    b-jus XD

    ResponderExcluir

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

“Profissão X Duvida”

Compartilhar Até hoje me pergunto o que vou fazer da minha vida quando terminar o ensino médio. São tantas opções, tantas nas quais eu não me encaixo e outras tantas em que eu teimo em dizer não. Essa dúvida se aloja, se encosta, ou até gruda na mente das pessoas a partir do primeiro dia de aula do último ano escolar.
Quando eu tinha aproximadamente uns sete anos, surgiu a idéia da primeira profissão. Adivinha qual era? Isso mesmo. Sonhava em ser professora. Assim como grande parte das meninas dessa idade. Eu adorava ler, escrever, criar trabalhos para meus inúmeros alunos, todos imaginários, claro. Passava horas e horas tentando fazê-los parar com a conversa e prestar um pouquinho de suas atenções em mim. Resumindo, hoje não consigo nem me imaginar dando aulas.
Quando eu tinha aproximadamente uns 12 anos, eu gostava muito de desenhar roupas. Pronto, outra idéia de profissão. Então eu passei a acreditar que eu poderia ser estilista e cursar moda em uma faculdade. Eu passava horas e mais horas desenhando, criando roupas, fazendo detalhes, enfim, se surgia um rabisco em local errado, acabava com todo aquele desenho e fazia outro muito melhor. Foi passando o tempo e eu com aquela mesma idéia de profissão. Chegou um dia eu percebi que talvez não fosse o certo, deveria encontrar algo em que eu realmente me encaixasse, então desisti daquela profissão.
Quando eu tinha aproximadamente uns 15 anos, eu aprendi a tocar violão, passava horas e mais horas tocando, aprendendo, imaginando um show na qual eu tocaria. Surgiu então uma nova idéia de profissão. Agora eu acreditava que podia ser de uma banda, mas, não conseguia me ver tocando apenas violão, eu queria mais, ser um pouco radical quem sabe. Decidi tocar guitarra. São tantas tardes, horas e mais horas tocando guitarra. Decidi cursar faculdade de música e ser guitarrista de uma banda de rock. Pronto, a notícia se espalhou e a bomba explodiu. Por causa de grande parte das influências e pedidos para que houvesse mudança de planos e outro curso fosse escolhido, então decidi fazer literatura.
Agora com uma idade mais avançada percebi que gosto de escrever, gosto de ler e eu posso muito bem ser professora de literatura. Mas, voltando ao inicio, eu não posso ser professora de jeito nenhum, não me enquadro no perfil de um deles. Mudança de planos novamente.
Agora decidi que posso fazer jornalismo. Imagina, eu apresentando o tempo no jornal das 20h00min? Não, de jeito nenhum, seria uma catástrofe isso, nunca me dei bem em geografia, seria um enorme fiasco se eu trocasse os estados no mapa ou então marcasse o sul acreditando ser nordeste. Mudança de planos novamente.
Talvez eu ainda queira cursar jornalismo, mas apenas para continuar a escrever, mas deixando bem claro que eu nunca me sairei bem como garota do tempo. Mas quem sabe não ocorrem mudanças de curso novamente? Quem sabe? Tudo pode acontecer.

4 comentários:

Thata disse...

Por que toda garota quer ser professora? Tive o mesmo sonho quando pequena... até que entrei no Ensino Fundamental e vi o que professor sofre pra tentar dar uma aula numa escola pública.

Há três anos passei por essa fase de vestibular, fim do Ensino Médio, escolha de profissão... e acabei me ferrando.
Acabei indo pra faculdade de Administração mais por falta de opção ou de falta de um lugar que me encaixasse e só ganhei dor de cabeça. Espero estar indo no rumo certo agora.

Só te dou um conselho: esqueça todos os outros, e escolha o que você quer pra sua vida.
Nada de ingressar numa faculdade só porque sua mãe sonhou com você estudando numa universidade a vida toda, ou pelo conceito de que saiu do Ensino Médio tem que entrar em uma faculdade. Pare pra pensar no que você realmente quer, e depois vá atrás disso.
Boa sorte!



Bejoo :*

fOr'll'y disse...

cara eu acho que sou do contra mesmo.
alem de odiar bonecas, meiguice e rosa eu nunca nunquinha mesmo quis ser professora.
meu sonho sempre foi ser astronauta ou cientista.
e minha profissão já foi escolhida a anos e eu sei muito bem que isso é realmente o que eu quero.

Feänor disse...

Essa dúvida vai te acompanhar até que você efetivamente saia da faculdade... Só aí você terá plena certeza de que escolheu certo.

Mas não se preocupe, mesmo quando você escolhe a profissão errada - meu caso - você percebe que, ao sair da faculdade, você não está de jeito nenhum limitado a exercer apenas a prática daquilo que aprendeu na faculdade. Aliás, mesmo que existiosse tal limitação, sempre sobra a possibilidade da iniciativa privada, então...

De qualquer forma, escolha com cuidado. Pense bem, e de preferência vá ver como são as profissões que você tem em mente. Assista algumas aulas do curso pra te ajudar a ver se ele é aquilo mesmo que você pensa que é.

Eu, por exemplo, NUNCA teria feito direito se tivesse seguido meu próprio conselho...

Mas como eu mesmo te disse, dentro da faculdade o próprio problema se resolveu: quando entrei em um estágio no 4o ano, descobri que, se por um lado eu odeio a teoria do direito, por outro, a prática acabou me conquistando.

Pense bem, mas principalmente, decida por você mesma! Não se deixe influenciar pelos outros... Muitos erram nesse passo. Não seja uma delas.

Bjs! E boa sorte!

Obs.: mesmo entrando em um curso que você não gosta, você sempre pode trocar de curso! Muitos fizeram isso e muitos ainda fazem. Fora isso, você pode fazer outras faculdades depois - como eu que estou matriculado em filosofia, minha verdadeira paixão mas que não cursei porque não sirvo de jeito nenhum pra dar aula.

amandaedalete disse...

É isso é dificil mesmo...
mais eu ja´escolhir o que qero fazer
b-jus XD

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