“Crônica(s) de desabafo”

Ó vida. Ó vida minha. Porque fazes isso comigo? Eu um homem desprezado por tantos, odiado por minha amada... Eu que lutei ao máximo para conquistar meus objetivos? Não espero nada mais de ninguém. Porque não me matas, então? Acabas comigo de uma única vez. Preterido por ela, ferido por ela, e novamente desprezado por ela. Não podes ao menos lembrar-se de mim e ajudar-me a obter meus objetivos? Tanto fiz para melhorar esse mundo ao qual não vejo jeito. Crianças ajudei, aos idosos eu cuidei, na guerra eu lutei e para quê? Nem uma simples condução não tenho. Nem um simples barraco para viver. Nem comida para encher esse meu estômago que grita durante dias e noites por não ter companhia dentro dele. Nem isso tenho. Você apenas espera que eu prossiga e siga como sempre fiz. Não te tenho mais por amor, muito menos amizade, o único sentimento que tenho por ti é ódio. É isso que me transforma no dia de hoje, é o único sentimento que me faz levantar dessa imundície e tentar mudar, ou apenas fazer algo pela vida. Essa vida que me odeia e me faz companhia em dias frios e chuvosos. Por que eu? Por que a mim? Jovem rapaz de apenas 30 anos. Sem uma condição, sem uma dignidade, porque pra mim, isso já se desfez e se perdeu nas esquinas dos barracos em que passei. Não te quero mais. Mata-me. Fere-me. Acabas logo com essa situação injusta. Só o que quero é tornar-me digno e ter a ela. Não quero mais desgraçar-me por bobagens, e não tenho mais forma de cura. Estou doente. Doente de amor por aquela maldita que prefere outros que a mim. Não quero mais seguir com isso. Mata-me sua vida insignificante!
- Ei! Acabou a choradeira? Já são 02h30min da manhã, o bar já vai fechar.
- Não podes ser. Não tenho mais nem lugar para poder desabafar? Ó vida cruel.
- Amigo, um conselho, se ela não te quer mais, o problema é seu. Agora, vai embora.
- Cavalheiros não existem mais, apenas eu nesse mundo, e ainda assim, ela não me quis.
- Por que os bêbados depois de alguns goles se transformam em outra pessoa? E ainda por cima, usam vocabulário que nem mesmo conhecem. Isso é tão indecoroso.
- Como? O que disse meu caro?
- Indecoroso.
- O que ser isso?
- Palavra que você não sabe. Mas vamos fazer assim, você vai pra casa, estuda, e amanhã pelo mesmo horário, depois de beber, claro, você acrescenta isso no seu discurso. Que acha?
- Indecoroso não é o mesmo que condescendente?
- Amanhã hein.
- Sabe quem eu sou, meu caro?
- Um jovem bêbado sem responsabilidades.
- Errado. Sou Shakespeare.
- Ah, claro. Mas assim, quando beber amanhã, Shakespeare, vê se não baixa nenhuma alma de outro mundo igual de semana passada. Por que convenhamos, dizer que é o Latino e dançar bunda lê lê, é pra matar hein, de vergonha é claro.

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sábado, 3 de janeiro de 2009

“Crônica(s) de desabafo”

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- Ei! Acabou a choradeira? Já são 02h30min da manhã, o bar já vai fechar.
- Não podes ser. Não tenho mais nem lugar para poder desabafar? Ó vida cruel.
- Amigo, um conselho, se ela não te quer mais, o problema é seu. Agora, vai embora.
- Cavalheiros não existem mais, apenas eu nesse mundo, e ainda assim, ela não me quis.
- Por que os bêbados depois de alguns goles se transformam em outra pessoa? E ainda por cima, usam vocabulário que nem mesmo conhecem. Isso é tão indecoroso.
- Como? O que disse meu caro?
- Indecoroso.
- O que ser isso?
- Palavra que você não sabe. Mas vamos fazer assim, você vai pra casa, estuda, e amanhã pelo mesmo horário, depois de beber, claro, você acrescenta isso no seu discurso. Que acha?
- Indecoroso não é o mesmo que condescendente?
- Amanhã hein.
- Sabe quem eu sou, meu caro?
- Um jovem bêbado sem responsabilidades.
- Errado. Sou Shakespeare.
- Ah, claro. Mas assim, quando beber amanhã, Shakespeare, vê se não baixa nenhuma alma de outro mundo igual de semana passada. Por que convenhamos, dizer que é o Latino e dançar bunda lê lê, é pra matar hein, de vergonha é claro.

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