Não posso lhe dizer adeus




Ela olhava para ele incrédula, sem saber o que falar. As palavras a haviam abandonado fazia algum tempo, e ela não se importava mais com isso. Ele tinha apenas alguns minutos mais naquele lugar, depois, ele teria de partir.
- Querida, não me odeie por isso, eu apenas tenho de dizer adeus. – ele dizia isso com dor em suas palavras.
- Eu não quero estar longe de você, é cruel demais para mim... para nós dois. Você não pode me deixar. – ela não aceitava a idéia do destino de separá-los assim, de repente.
- Eu não vou deixar você, apenas chegou a minha hora de partir, mas não de dizer adeus. Eu ainda não posso lhe dizer adeus. – ele pronunciava suas palavras uma a uma, chegando aos seus últimos suspiros.
- Eu. Nunca. Vou. Esquecer. Você. Está me ouvindo? Me diz que sim, por favor. – dizia ela em prantos.
- Eu estarei aqui, sempre. Não se meta em confusão, tente continuar com sua vida, eu estarei lhe esperando logo ali à frente. – seus últimos segundos e partiu.
A dor foi intensa, Marina não sabia mais o que falar, não tinha mais o que fazer, sentiu como se sua vida tivesse terminado ali, junto da vida de seu amor. Amigos e familiares tentaram de todas as formas fazê-la sorrir, mas para ela, a despedida era sempre a mesma coisa, sempre triste, ainda mais aquela, a despedida para sempre de seu grande amor.
Os dias iam se passando assim como as folhas das árvores iam caindo, o calendário já estava jogado em um canto do cômodo, assim como a vida da garota. Marina tinha 20 anos quando tudo aconteceu, seu namorado 24, ele faleceu de uma doença desconhecida, havia meses que estava doente, mas nada o salvou, apenas o amor prolongou a vida dele e o fez continuar por mais alguns dias ali, na companhia da garota.
Por todos os anos seguintes Marina visitava o cemitério com uma foto. Uma foto diferente, mostrando a ele que sua vida continuara assim como ela lhe prometera e dizia sempre a mesma frase: “eu ainda não posso lhe dizer adeus”. Permanecia naquele local por mais alguns minutos, como não obtinha resposta alguma, dava as costas e ia embora. Sempre a mesma situação. Sempre a mesma frase. Sempre as mesmas lágrimas derramadas no mesmo intervalo de tempo. Os anos se passaram depressa para a sorte dela. Em um dia ela dormiu sabendo ter 20 anos e no outro acordou percebendo ter 26 anos. As despedidas para ela sempre significaram a mesma dor, a mesma saudade, acompanhada das lágrimas e de todo aquele sentimento que inflava seu peito, o qual ela nem ousava mais chamar de amor.
Por todos aqueles 6 anos que se passaram, ela recebia uma flor no dia dos namorados. Não sabia quem era o remetente, não lhe interessava saber quem era o tal desconhecido que gostava de zombar dela em um dia como aquele. Apenas deixava passar, assim como toda a sua vida. No dia 26 de outubro de 2009, ela deitou-se em sua cama, dormiu em menos de dois minutos e sonhou. Marina teve um sonho lindo, ela estava em um campo, com vestido branco, flores no cabelo, um perfume esplêndido no ar que exalava das árvores ao redor. Estava tudo perfeito, ou melhor, quase tudo, faltava uma única pessoa. Foi quando sentiu seus olhos serem fechados por duas mãos que não lhe eram desconhecidas. Marina virou de costas e deparou com um homem lindo, cabelos castanho claro, olhos verdes, alto, sorriso brilhante lhe dizendo olá. Foi um susto sem tamanho. Ela então percebeu que era Diego, seu grande amor, falecido há seis anos, que estava ali em sua frente lhe devolvendo aquela tão conhecida frase: “Eu ainda não posso lhe dizer adeus”. Ela então perguntou: “Minha vida acabou?” Ele lhe disse: “Sim, sua vida lá fora terminou, porque agora, estamos juntos e levaremos isso à eternidade”. Depois dessa frase revelada, para o espanto e felicidade de Marina, fotos caíram do céu, todas as fotos daqueles seis anos passados, fotos de seu crescimento como pessoa, como humana. “Eu tentei lhe dar uma resposta durante esses seis anos, lhe enviando flores no dia dos namorados, a sua flor preferida, rosa de cor vermelha, porque você sempre esperava pela minha resposta” – Diego disse isso e logo em seguida, em um segundo de espera, o chão ficou todo florido. Marina o abraçou e reformulou a frase: “Eu nunca poderia lhe dizer adeus”. E eles viveram felizes e juntos por toda a eternidade.

CONVERSATION

3 comentários:

  1. Oiii adorei seu blog. E seu post. VOu seguir o blog. Bjs
    www.barbarafarias.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. texto lindo
    eu tinha vc no outro blog, troquei
    me segue nesse : luacresceente.blogspot.com
    beijos

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  3. ai q legal, eles "viverM" FELIZES. A dor da separação é mesmo algo muito grande e difícil de superar. Q bom q deu certo p eles.

    Bom texto!

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sábado, 21 de novembro de 2009

Não posso lhe dizer adeus

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Ela olhava para ele incrédula, sem saber o que falar. As palavras a haviam abandonado fazia algum tempo, e ela não se importava mais com isso. Ele tinha apenas alguns minutos mais naquele lugar, depois, ele teria de partir.
- Querida, não me odeie por isso, eu apenas tenho de dizer adeus. – ele dizia isso com dor em suas palavras.
- Eu não quero estar longe de você, é cruel demais para mim... para nós dois. Você não pode me deixar. – ela não aceitava a idéia do destino de separá-los assim, de repente.
- Eu não vou deixar você, apenas chegou a minha hora de partir, mas não de dizer adeus. Eu ainda não posso lhe dizer adeus. – ele pronunciava suas palavras uma a uma, chegando aos seus últimos suspiros.
- Eu. Nunca. Vou. Esquecer. Você. Está me ouvindo? Me diz que sim, por favor. – dizia ela em prantos.
- Eu estarei aqui, sempre. Não se meta em confusão, tente continuar com sua vida, eu estarei lhe esperando logo ali à frente. – seus últimos segundos e partiu.
A dor foi intensa, Marina não sabia mais o que falar, não tinha mais o que fazer, sentiu como se sua vida tivesse terminado ali, junto da vida de seu amor. Amigos e familiares tentaram de todas as formas fazê-la sorrir, mas para ela, a despedida era sempre a mesma coisa, sempre triste, ainda mais aquela, a despedida para sempre de seu grande amor.
Os dias iam se passando assim como as folhas das árvores iam caindo, o calendário já estava jogado em um canto do cômodo, assim como a vida da garota. Marina tinha 20 anos quando tudo aconteceu, seu namorado 24, ele faleceu de uma doença desconhecida, havia meses que estava doente, mas nada o salvou, apenas o amor prolongou a vida dele e o fez continuar por mais alguns dias ali, na companhia da garota.
Por todos os anos seguintes Marina visitava o cemitério com uma foto. Uma foto diferente, mostrando a ele que sua vida continuara assim como ela lhe prometera e dizia sempre a mesma frase: “eu ainda não posso lhe dizer adeus”. Permanecia naquele local por mais alguns minutos, como não obtinha resposta alguma, dava as costas e ia embora. Sempre a mesma situação. Sempre a mesma frase. Sempre as mesmas lágrimas derramadas no mesmo intervalo de tempo. Os anos se passaram depressa para a sorte dela. Em um dia ela dormiu sabendo ter 20 anos e no outro acordou percebendo ter 26 anos. As despedidas para ela sempre significaram a mesma dor, a mesma saudade, acompanhada das lágrimas e de todo aquele sentimento que inflava seu peito, o qual ela nem ousava mais chamar de amor.
Por todos aqueles 6 anos que se passaram, ela recebia uma flor no dia dos namorados. Não sabia quem era o remetente, não lhe interessava saber quem era o tal desconhecido que gostava de zombar dela em um dia como aquele. Apenas deixava passar, assim como toda a sua vida. No dia 26 de outubro de 2009, ela deitou-se em sua cama, dormiu em menos de dois minutos e sonhou. Marina teve um sonho lindo, ela estava em um campo, com vestido branco, flores no cabelo, um perfume esplêndido no ar que exalava das árvores ao redor. Estava tudo perfeito, ou melhor, quase tudo, faltava uma única pessoa. Foi quando sentiu seus olhos serem fechados por duas mãos que não lhe eram desconhecidas. Marina virou de costas e deparou com um homem lindo, cabelos castanho claro, olhos verdes, alto, sorriso brilhante lhe dizendo olá. Foi um susto sem tamanho. Ela então percebeu que era Diego, seu grande amor, falecido há seis anos, que estava ali em sua frente lhe devolvendo aquela tão conhecida frase: “Eu ainda não posso lhe dizer adeus”. Ela então perguntou: “Minha vida acabou?” Ele lhe disse: “Sim, sua vida lá fora terminou, porque agora, estamos juntos e levaremos isso à eternidade”. Depois dessa frase revelada, para o espanto e felicidade de Marina, fotos caíram do céu, todas as fotos daqueles seis anos passados, fotos de seu crescimento como pessoa, como humana. “Eu tentei lhe dar uma resposta durante esses seis anos, lhe enviando flores no dia dos namorados, a sua flor preferida, rosa de cor vermelha, porque você sempre esperava pela minha resposta” – Diego disse isso e logo em seguida, em um segundo de espera, o chão ficou todo florido. Marina o abraçou e reformulou a frase: “Eu nunca poderia lhe dizer adeus”. E eles viveram felizes e juntos por toda a eternidade.

3 comentários:

Rubi disse...

Oiii adorei seu blog. E seu post. VOu seguir o blog. Bjs
www.barbarafarias.blogspot.com

Amanda vieira, disse...

texto lindo
eu tinha vc no outro blog, troquei
me segue nesse : luacresceente.blogspot.com
beijos

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

ai q legal, eles "viverM" FELIZES. A dor da separação é mesmo algo muito grande e difícil de superar. Q bom q deu certo p eles.

Bom texto!

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