O vírus chamado amor

Fotografia: Juliete Rosy



Tenho pensado muito em mim ultimamente. Acredito estar louca. É o que todos me dizem. Ouço coisas, vejo pessoas em toda parte, ou melhor, ouço apenas uma voz e vejo apenas uma pessoa em toda parte. Não sei mais o que fazer. Estou perdida... perdidamente apaixonada, é o minhas amigas dizem.
Antes esse sentimento - se é assim que se pode chamar - era totalmente desconhecido, mas foi com frequencia conquistando a todos e invadindo os corações; hoje estamos quase todos condenados à morte por uma doença chamada amor.
Não me pergunte como foi que esse vírus me “fisgou”, porque eu não sei. Não sei dizer nem o dia, nem a hora, nem o local, mas hoje estou aqui, surtando e falando sozinha, esperando que talvez o vento leve as minhas palavras, os meus pedidos até ele. Seria um milagre. Não sei quantos dias ainda me restam, talvez o médico talvez saiba, mas preferiu não me dizer para não me assustar ainda mais – acredito estar nas últimas. Não existe um remédio que possa ser comprado nas farmácias, ou mercados, locais especializados em cura, benzedeira, macumba, nada disso, dizem que a cura do amor é o encontro das duas almas gêmeas.
Não sei se você também está assim como eu – doente. Não sei se você espera me encontrar – espero que sim. Não sei se você pensa em mim – rezo para que pense em mim. Não sei nada mais, apenas que tenho a doença chamada amor.
Especialistas do mundo todo estão em busca de algo que possa “amenizar” a doença, fazê-la regredir, se esconder por algumas semanas mais que o esperado, mas está difícil. O amor não se esconde, não se ameniza, não regride, apenas progride, se mostra a todos, se expande e se alastra no ciclo social do doente. Ele cresce a partir da força adquirida, da esperança recebida e do carinho doado. Não há cura através das flores, não há cura através do isolamento, não há cura através de parte alguma da medicina, a doença é terminante, terminantemente contagiosa, terminantemente alegre, terminantemente sensível e terminantemente incansável.
Quem sabe daqui a alguns dez anos a doença já tenha uma cura, acreditamos que seja improvável, mas vai saber como são esses médicos não é?! Mas enquanto isso, milhares de pessoas estão morrendo hoje. Estão morrendo sem encontrar sua outra metade, sem dizer a única frase que pode ser dita pelos doentes: “EU TE AMO MUITO”.

CONVERSATION

2 comentários:

  1. Ah,legal o texto :D/ queria poder dizer eu te amo pras pessoas que eu amo mesmo antes de morrer.Seria uma ótima forma de partir, satisfeito.

    Ain, valeu por comentar no meu blog! Gostei do seu!

    Beijo:*

    ResponderExcluir
  2. Hey, bem massa. E não, não acho que isso tenha cura um dia. Só o que pode existir é uma espécie de morfina q faça a gnete pensar q não há dor, nem doença, quando na verdade ela está bem presente

    ResponderExcluir

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sábado, 14 de novembro de 2009

O vírus chamado amor

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Fotografia: Juliete Rosy



Tenho pensado muito em mim ultimamente. Acredito estar louca. É o que todos me dizem. Ouço coisas, vejo pessoas em toda parte, ou melhor, ouço apenas uma voz e vejo apenas uma pessoa em toda parte. Não sei mais o que fazer. Estou perdida... perdidamente apaixonada, é o minhas amigas dizem.
Antes esse sentimento - se é assim que se pode chamar - era totalmente desconhecido, mas foi com frequencia conquistando a todos e invadindo os corações; hoje estamos quase todos condenados à morte por uma doença chamada amor.
Não me pergunte como foi que esse vírus me “fisgou”, porque eu não sei. Não sei dizer nem o dia, nem a hora, nem o local, mas hoje estou aqui, surtando e falando sozinha, esperando que talvez o vento leve as minhas palavras, os meus pedidos até ele. Seria um milagre. Não sei quantos dias ainda me restam, talvez o médico talvez saiba, mas preferiu não me dizer para não me assustar ainda mais – acredito estar nas últimas. Não existe um remédio que possa ser comprado nas farmácias, ou mercados, locais especializados em cura, benzedeira, macumba, nada disso, dizem que a cura do amor é o encontro das duas almas gêmeas.
Não sei se você também está assim como eu – doente. Não sei se você espera me encontrar – espero que sim. Não sei se você pensa em mim – rezo para que pense em mim. Não sei nada mais, apenas que tenho a doença chamada amor.
Especialistas do mundo todo estão em busca de algo que possa “amenizar” a doença, fazê-la regredir, se esconder por algumas semanas mais que o esperado, mas está difícil. O amor não se esconde, não se ameniza, não regride, apenas progride, se mostra a todos, se expande e se alastra no ciclo social do doente. Ele cresce a partir da força adquirida, da esperança recebida e do carinho doado. Não há cura através das flores, não há cura através do isolamento, não há cura através de parte alguma da medicina, a doença é terminante, terminantemente contagiosa, terminantemente alegre, terminantemente sensível e terminantemente incansável.
Quem sabe daqui a alguns dez anos a doença já tenha uma cura, acreditamos que seja improvável, mas vai saber como são esses médicos não é?! Mas enquanto isso, milhares de pessoas estão morrendo hoje. Estão morrendo sem encontrar sua outra metade, sem dizer a única frase que pode ser dita pelos doentes: “EU TE AMO MUITO”.

2 comentários:

Tiêgo disse...

Ah,legal o texto :D/ queria poder dizer eu te amo pras pessoas que eu amo mesmo antes de morrer.Seria uma ótima forma de partir, satisfeito.

Ain, valeu por comentar no meu blog! Gostei do seu!

Beijo:*

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

Hey, bem massa. E não, não acho que isso tenha cura um dia. Só o que pode existir é uma espécie de morfina q faça a gnete pensar q não há dor, nem doença, quando na verdade ela está bem presente

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