Pelo direito de escolha


Você diz que não gosta de ouvir pagode, e insiste, em assistir a novela das 8. Você sabe escolher muito bem entre um prato de bife com batatas fritas e uma salada, sempre é a segunda opção. Você vai trabalhar e arranca suspiros por onde passa, e finge não perceber que é a pauta do dia nas reuniões. A academia não é apenas um passatempo, é uma religião, pois malhar os glúteos é parte do cronograma da semana. Comunicação faz parte, sim, do facebook, mas, também, de muita azaração. Sair na rua nunca é sinônimo de cara lavada, você sempre usa, ao menos, um gloss nos lábios. Esse é o dia a dia da mulher resolvida, ou seja, da mulher que opta pelo direito de escolher.

            Escrever sobre os direitos de escolhas das mulheres do século XXI já é algo corriqueiro, mas por incrível que pareça, ainda não é lei em algumas regiões do mundo, e alguns homens insistem em praticar o contrário. De acordo com alguns ditados populares antigos, “se o homem é a cabeça, a mulher é o pescoço da relação”, e isso, sim, deveria ser lei.

           
 
 Escolher um namorado tem sido tão complicado quanto escolher a cor do esmalte da semana, sempre tem uma segunda opção. Quando me refiro a esse tipo de situação, é onde a mulher não quer um amor pra vida toda, mas alguém para curtir as noites de solidão no frio do inverno. Isso é uma escolha. A vida tem se tornado tão instável que até pra marcar horário no shopping com as amigas já é difícil, porque a falta de tempo e as exigências do dia a dia fazem a mulher querer alguns minutos para relaxar e não ter que decidir o porquê. Mas tornar-se submissa e não ter opinião própria é algo inaceitável.

            Por muitos séculos as mulheres foram deixadas de lado pelos homens, sempre como uma segunda opção e de boca fechada, de preferência. Não levanto, aqui, uma bandeira do feminismo, mas ao passo que as mulheres ganharam vozes no mundo, esse direito deve ser usado pelas mesmas. E escolher em apreciar uma partida de futebol na Tv não quer dizer que você não entende nada, mas que você é uma mulher independente e de escolhas.

            Falar de três assuntos com os homens é simples, mas é inaceitável ouvir uma mulher comentar sobre o novo deputado federal ou da situação financeira e política do país vizinho. Falar sobre a epidemia de gripe A no estado ou sobre o último post da literatura internacional é ser ridicularizada pelos outros. Isso é inaceitável. Assistir a um show de rock internacional sozinha, quer dizer falta de companhia masculina. Não é verdade, é apenas a mulher independente que os homens insistem em não aceitar.

            Corra, dance, vá ao cinema sozinha, escolha por comer pizza na quarta-feira à noite em um ótimo restaurante no centro da cidade, vá a uma festa sem companhia, mas volte com uma e cheia de novidades. Essa é a mulher de 2013, aquela que escolhe, que trabalha, estuda, cuida da casa, mora sozinha e ainda tem tempo pra família.

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Pelo direito de escolha

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Você diz que não gosta de ouvir pagode, e insiste, em assistir a novela das 8. Você sabe escolher muito bem entre um prato de bife com batatas fritas e uma salada, sempre é a segunda opção. Você vai trabalhar e arranca suspiros por onde passa, e finge não perceber que é a pauta do dia nas reuniões. A academia não é apenas um passatempo, é uma religião, pois malhar os glúteos é parte do cronograma da semana. Comunicação faz parte, sim, do facebook, mas, também, de muita azaração. Sair na rua nunca é sinônimo de cara lavada, você sempre usa, ao menos, um gloss nos lábios. Esse é o dia a dia da mulher resolvida, ou seja, da mulher que opta pelo direito de escolher.

            Escrever sobre os direitos de escolhas das mulheres do século XXI já é algo corriqueiro, mas por incrível que pareça, ainda não é lei em algumas regiões do mundo, e alguns homens insistem em praticar o contrário. De acordo com alguns ditados populares antigos, “se o homem é a cabeça, a mulher é o pescoço da relação”, e isso, sim, deveria ser lei.

           
 
 Escolher um namorado tem sido tão complicado quanto escolher a cor do esmalte da semana, sempre tem uma segunda opção. Quando me refiro a esse tipo de situação, é onde a mulher não quer um amor pra vida toda, mas alguém para curtir as noites de solidão no frio do inverno. Isso é uma escolha. A vida tem se tornado tão instável que até pra marcar horário no shopping com as amigas já é difícil, porque a falta de tempo e as exigências do dia a dia fazem a mulher querer alguns minutos para relaxar e não ter que decidir o porquê. Mas tornar-se submissa e não ter opinião própria é algo inaceitável.

            Por muitos séculos as mulheres foram deixadas de lado pelos homens, sempre como uma segunda opção e de boca fechada, de preferência. Não levanto, aqui, uma bandeira do feminismo, mas ao passo que as mulheres ganharam vozes no mundo, esse direito deve ser usado pelas mesmas. E escolher em apreciar uma partida de futebol na Tv não quer dizer que você não entende nada, mas que você é uma mulher independente e de escolhas.

            Falar de três assuntos com os homens é simples, mas é inaceitável ouvir uma mulher comentar sobre o novo deputado federal ou da situação financeira e política do país vizinho. Falar sobre a epidemia de gripe A no estado ou sobre o último post da literatura internacional é ser ridicularizada pelos outros. Isso é inaceitável. Assistir a um show de rock internacional sozinha, quer dizer falta de companhia masculina. Não é verdade, é apenas a mulher independente que os homens insistem em não aceitar.

            Corra, dance, vá ao cinema sozinha, escolha por comer pizza na quarta-feira à noite em um ótimo restaurante no centro da cidade, vá a uma festa sem companhia, mas volte com uma e cheia de novidades. Essa é a mulher de 2013, aquela que escolhe, que trabalha, estuda, cuida da casa, mora sozinha e ainda tem tempo pra família.

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