Propaganda eleitoral. Opa, é propaganda pessoal



 
 
Semana passada estive conversando com uma amiga da faculdade, uma tarde com chá e bolachas, estilo amigas inseparáveis. Pois bem, papo vai, conversa vem, bolachas vão e bolachas vem, e eis que a minha amiga, pensativa, me faz uma pergunta muito interessante que me levou a pensar e tentar entender muitas coisas. Ela me disse o seguinte: “Amiga, o dia dos namorados está chegando, e eu não sei mais o que fazer. Meu último namoro foi um desastre e eu não sei como namorar um cara bacana... onde eu posso encontrar o cara certo pra mim?”

            Bem, achar o cara certo é como encontrar uma última lata de refrigerante no deserto, ou como roubar a ultima bolacha Trakinas de um amigo – sempre tem um gosto melhor – porque você simplesmente não sabe nem onde começar a procurar. E mesmo se soubesse, você não iria saber que é ele nem que vocês se esbarrassem umas mil vezes. Mas a conversa continuou e eis que surge mais uma duvida: “Como fazer propaganda (de si mesma) para conseguir um namorado bacana, para pelo menos passar o dia dos namorados?” E isso me levou a várias idéias, mas não no âmbito afetivo.

            Um outro dia eu li em um anúncio colado em um muro do centro de Porto Alegre, informando que no Rio Grande do Sul, são em média 70% dos jovens desempregados. Mas não pense que são jovens sem estudos, que fugiram da escola aos 9 anos com medo da prova de redação. Não, são jovens com conhecimento, faculdade, curso de idiomas, enfim, pessoas entre 18 e 30 anos sem oportunidades no mercado de trabalho. Mas agora eu me pergunto: “Por que?”

            Quando se vai em uma entrevista de emprego, o chefe (empregador) é o que menos fala, apenas faz perguntas gerais sobre sua índole, família, relacionamentos, estudos, enfim, e quer ouvir tudo que você tem a dizer. Digamos que você tenha um tempo máximo de 15 minutos nesta entrevista para relatar sua vida, apresentar educação e cultura, instigando o outro a querer lhe conhecer melhor e lhe proporcionar uma chance no mundo dos negócios... como você apresentaria seu perfil? Qual a sua propaganda no mundo dos negócios?

            Poderia ser: “Olá, meu nome é Fernanda Machado, tenho 25 anos, sou estudante de medicina e tenho experiência na área, pois já estagiei no Hospital do centro da cidade. Tenho muito interesse no assunto e aprendo fácil as coisas – sorri. Adoro conhecer pessoas, trocar idéias profissionais e tenho horário disponível nos finais de semana para trabalhar.” Essa garota quase implorou pelo emprego, mas mesmo assim, ela recebeu um não.

            Poderia ser assim, também: “E ai, tudo bem? – simpática e prática. Meu nome é Alexia, sou maior de idade, tenho namorado há 5 anos e moro sozinha. Tenho experiência na área da comunicação e procuro um emprego na sua empresa porque já conheço o lugar e sei que é ótimo. Não tenho pretensão salarial, e moro próximo daqui, então, fica muito mais fácil vir caminhando e não de ônibus. Adoraria fazer parte do seu grupo de funcionários.” Começou o desespero, mas mesmo assim recebeu um não.

            Com o passar dos dias os ânimos começam a baixar, e as pessoas já mostram uma fantasia diferente a cada nova entrevista. São tantos personagens que nem mesmo importa quem elas realmente são. Mas isso não basta, porque o índice de desemprego continua a aumentar.

            Eu já passei por essas situações algumas vezes, e realmente não sei o que as pessoas tanto buscam nas outras. Mas tudo bem, não represento e nem uso fantasias (até porque seria ridículo). Mas eu ainda tento descobrir qual o perfil necessário para tantas vagas de emprego. Enquanto isso, a minha propaganda de funcionária do mês vai se alternando, mas ultimamente desisti de criar algo novo, porque já inventei vários – estou sem idéias. Agora quando sou indicada para alguma vaga de emprego, envio antes a minha publicidade própria para não conter erros e insatisfação na hora H. No e-mail, coloco meu nome e sobrenome, abaixo, meu endereço no facebook (para o empregador conhecer meus pensamentos diários, minha família e meu círculo de amizades), minha conta no Instagram (com minhas inúmeras fotos, se o cara gostar de alguma ainda ta valendo como boa fotógrafa e uma curtida), e ainda o endereço do meu twitter (porque saber quem eu sigo também é necessário. Isso é pra mostrar que eu não tenho preconceitos, aceito todas as pessoas, tenho um bom papo e ainda focalizo no meu sucesso profissional seguindo personagens como Barack Obama e Xuxa).

            Mas essa é a minha propaganda pessoal, e não garanto sucesso, porque até agora ainda nem eu o obtive.

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domingo, 9 de junho de 2013

Propaganda eleitoral. Opa, é propaganda pessoal

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Semana passada estive conversando com uma amiga da faculdade, uma tarde com chá e bolachas, estilo amigas inseparáveis. Pois bem, papo vai, conversa vem, bolachas vão e bolachas vem, e eis que a minha amiga, pensativa, me faz uma pergunta muito interessante que me levou a pensar e tentar entender muitas coisas. Ela me disse o seguinte: “Amiga, o dia dos namorados está chegando, e eu não sei mais o que fazer. Meu último namoro foi um desastre e eu não sei como namorar um cara bacana... onde eu posso encontrar o cara certo pra mim?”

            Bem, achar o cara certo é como encontrar uma última lata de refrigerante no deserto, ou como roubar a ultima bolacha Trakinas de um amigo – sempre tem um gosto melhor – porque você simplesmente não sabe nem onde começar a procurar. E mesmo se soubesse, você não iria saber que é ele nem que vocês se esbarrassem umas mil vezes. Mas a conversa continuou e eis que surge mais uma duvida: “Como fazer propaganda (de si mesma) para conseguir um namorado bacana, para pelo menos passar o dia dos namorados?” E isso me levou a várias idéias, mas não no âmbito afetivo.

            Um outro dia eu li em um anúncio colado em um muro do centro de Porto Alegre, informando que no Rio Grande do Sul, são em média 70% dos jovens desempregados. Mas não pense que são jovens sem estudos, que fugiram da escola aos 9 anos com medo da prova de redação. Não, são jovens com conhecimento, faculdade, curso de idiomas, enfim, pessoas entre 18 e 30 anos sem oportunidades no mercado de trabalho. Mas agora eu me pergunto: “Por que?”

            Quando se vai em uma entrevista de emprego, o chefe (empregador) é o que menos fala, apenas faz perguntas gerais sobre sua índole, família, relacionamentos, estudos, enfim, e quer ouvir tudo que você tem a dizer. Digamos que você tenha um tempo máximo de 15 minutos nesta entrevista para relatar sua vida, apresentar educação e cultura, instigando o outro a querer lhe conhecer melhor e lhe proporcionar uma chance no mundo dos negócios... como você apresentaria seu perfil? Qual a sua propaganda no mundo dos negócios?

            Poderia ser: “Olá, meu nome é Fernanda Machado, tenho 25 anos, sou estudante de medicina e tenho experiência na área, pois já estagiei no Hospital do centro da cidade. Tenho muito interesse no assunto e aprendo fácil as coisas – sorri. Adoro conhecer pessoas, trocar idéias profissionais e tenho horário disponível nos finais de semana para trabalhar.” Essa garota quase implorou pelo emprego, mas mesmo assim, ela recebeu um não.

            Poderia ser assim, também: “E ai, tudo bem? – simpática e prática. Meu nome é Alexia, sou maior de idade, tenho namorado há 5 anos e moro sozinha. Tenho experiência na área da comunicação e procuro um emprego na sua empresa porque já conheço o lugar e sei que é ótimo. Não tenho pretensão salarial, e moro próximo daqui, então, fica muito mais fácil vir caminhando e não de ônibus. Adoraria fazer parte do seu grupo de funcionários.” Começou o desespero, mas mesmo assim recebeu um não.

            Com o passar dos dias os ânimos começam a baixar, e as pessoas já mostram uma fantasia diferente a cada nova entrevista. São tantos personagens que nem mesmo importa quem elas realmente são. Mas isso não basta, porque o índice de desemprego continua a aumentar.

            Eu já passei por essas situações algumas vezes, e realmente não sei o que as pessoas tanto buscam nas outras. Mas tudo bem, não represento e nem uso fantasias (até porque seria ridículo). Mas eu ainda tento descobrir qual o perfil necessário para tantas vagas de emprego. Enquanto isso, a minha propaganda de funcionária do mês vai se alternando, mas ultimamente desisti de criar algo novo, porque já inventei vários – estou sem idéias. Agora quando sou indicada para alguma vaga de emprego, envio antes a minha publicidade própria para não conter erros e insatisfação na hora H. No e-mail, coloco meu nome e sobrenome, abaixo, meu endereço no facebook (para o empregador conhecer meus pensamentos diários, minha família e meu círculo de amizades), minha conta no Instagram (com minhas inúmeras fotos, se o cara gostar de alguma ainda ta valendo como boa fotógrafa e uma curtida), e ainda o endereço do meu twitter (porque saber quem eu sigo também é necessário. Isso é pra mostrar que eu não tenho preconceitos, aceito todas as pessoas, tenho um bom papo e ainda focalizo no meu sucesso profissional seguindo personagens como Barack Obama e Xuxa).

            Mas essa é a minha propaganda pessoal, e não garanto sucesso, porque até agora ainda nem eu o obtive.

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