A crônica dor do futebol

Dor crônica é uma coisa triste, como arrancar um braço sem anestesia ou assistir a um jogo em que o seu time perde e causa a maior vergonha. Sim, dor crônica é assim, que não passa por nenhuma bobagem, e se agrava muito ao ouvir o hino do time vencedor umas mil vezes repetidas na sua janela do quarto.
             Querer descansar com essa dor não é fácil, não. Não é como alguém dizer que na segunda-feira tudo passa, e que um ser maior quis assim. Claro que não, a dor está lá, vai sempre estar lá na sua história. A televisão não consegue te fazer melhor, o rádio só transmite a mesma coisa, e a metade dos seus vizinhos só falam a mesma história. Seria melhor se o final fosse outro, se o médico tivesse uma cura para certas dores crônicas. Mas tudo bem, quem sabe um dia, mas até lá o agravante é o mesmo.
A vontade de sair antes da dor era absurda, mas após os 90 minutos ela era secundária. Foi uma benção ter ficado em casa naquele dia, porque a expressão dos outros ao seu redor não iria ser nada agradável. Outros felizes e a sua dor crônica lá, batendo ponto. Um chute aqui, outro a gol, são as palavras proferidas pela dor, mas você quer estar acima disso, quer estar além disso. Pois bem, tente ser mais forte que ela e fuja o mais rápido que pode.
       
        Não consegue, não é amigo. Então, tome um dorflex, um chá e vá descansar. Finja que o seu celular quebrou e no dia seguinte não conecte a internet, pois a dor crônica se agrava com notícias ruins na mídia. Principalmente, quando o assunto é a falha do goleiro.
 
Bom descanso.

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domingo, 13 de abril de 2014

A crônica dor do futebol

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Dor crônica é uma coisa triste, como arrancar um braço sem anestesia ou assistir a um jogo em que o seu time perde e causa a maior vergonha. Sim, dor crônica é assim, que não passa por nenhuma bobagem, e se agrava muito ao ouvir o hino do time vencedor umas mil vezes repetidas na sua janela do quarto.
             Querer descansar com essa dor não é fácil, não. Não é como alguém dizer que na segunda-feira tudo passa, e que um ser maior quis assim. Claro que não, a dor está lá, vai sempre estar lá na sua história. A televisão não consegue te fazer melhor, o rádio só transmite a mesma coisa, e a metade dos seus vizinhos só falam a mesma história. Seria melhor se o final fosse outro, se o médico tivesse uma cura para certas dores crônicas. Mas tudo bem, quem sabe um dia, mas até lá o agravante é o mesmo.
A vontade de sair antes da dor era absurda, mas após os 90 minutos ela era secundária. Foi uma benção ter ficado em casa naquele dia, porque a expressão dos outros ao seu redor não iria ser nada agradável. Outros felizes e a sua dor crônica lá, batendo ponto. Um chute aqui, outro a gol, são as palavras proferidas pela dor, mas você quer estar acima disso, quer estar além disso. Pois bem, tente ser mais forte que ela e fuja o mais rápido que pode.
       
        Não consegue, não é amigo. Então, tome um dorflex, um chá e vá descansar. Finja que o seu celular quebrou e no dia seguinte não conecte a internet, pois a dor crônica se agrava com notícias ruins na mídia. Principalmente, quando o assunto é a falha do goleiro.
 
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