Crueldade que não há idade, maldade que não há tamanho


Há algum tempo assisti a uma palestra intitulada “Humor e crueldade no século XX”, do psicanalista Abrão Slavutzky, e achei super interessante o assunto. O psicanalista, autor do livro “Humor é coisa séria”, nos levou a questionar a nós mesmo durante os 60 minutos de diálogo e discussão, e fez com que chegássemos à conclusão de que todo mundo tem os dois lados, 50% humor e 50% crueldade entranhado na nossa personalidade.

                Saí da palestra pensando no assunto e com a promessa de comprar o livro assim que possível, pois queria continuar com a minha lógica e entender um pouco mais, quem sabe, os outros ao meu redor – tolice a minha. Tolice não porque o livro não nos favorece no entendimento do assunto, mas por pensar que eu poderia entender os outros, ou a maldade alheia. Ok. Continuando.

Saí do local e fui fazer minha pesquisa básica no Google sobre humor e crueldade. Encontrei inúmeros documentos, textos e crônicas sobre o assunto ou similares. Abrão disse, durante a palestra “As pessoas já nascem com certa maldade incorporada, apenas desenvolvem com o passar do tempo”. Para mim essa frase completa muitas coisas na minha história, mas sempre fica a dúvida: porquê ser cruel com as pessoas?

Me lembro de uma vez que uma colega de aula “surrupiou” uma caneta azul que eu tinha comprado. Era uma caneta simples, bem comum, só não era BIC – ainda bem. Na semana seguinte essa colega aparece na aula com a mesma caneta, sendo que a minha havia desaparecido fazia uma semana. Outra vez, eu soube de uma garota que não emprestava seus brinquedos aos amigos da escola, e caso eles insistissem, ela quebrava as bonecas em duas.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/eventos/resenha/resenha.asp?nevento=36060Os dois casos acima são de surpreender qualquer um, e nos faz voltar para a pesquisa de Abrão, onde diz que todos são cruéis. Mas a dúvida que fica é até que ponto é crueldade e onde inicia a maldade? Pra mim são duas coisas distintas. Ser cruel, de acordo com o psicanalista, é fazer pequenas ações que prejudicam o outro, mas a maldade é uma ação pior, como matar, assaltar uma residência. Não entendo muito bem, apenas guardei na memória a parte “todos somos cruéis”.

Não li o livro ainda, mas tenho intenção – e muita – de compra-lo e terminar o meu entendimento sobre o assunto. Na verdade, crueldade humana é um assunto com muito pano pra manga, como já dizia minha avó. Mas vou ficar na dúvida se todos, sem exceção, são cruéis. Eu também? Nunca imaginei dessa forma, mas às vezes é bom se colocar como observador de uma cena ao invés de participante. Vou conferir a leitura, vou repensar nas minhas atitudes, e claro, vou analisar direitinho as ações das pessoas daqui para a frente. Mas eu ainda fico na dúvida...

Todos somos cruéis?

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Crueldade que não há idade, maldade que não há tamanho

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Há algum tempo assisti a uma palestra intitulada “Humor e crueldade no século XX”, do psicanalista Abrão Slavutzky, e achei super interessante o assunto. O psicanalista, autor do livro “Humor é coisa séria”, nos levou a questionar a nós mesmo durante os 60 minutos de diálogo e discussão, e fez com que chegássemos à conclusão de que todo mundo tem os dois lados, 50% humor e 50% crueldade entranhado na nossa personalidade.

                Saí da palestra pensando no assunto e com a promessa de comprar o livro assim que possível, pois queria continuar com a minha lógica e entender um pouco mais, quem sabe, os outros ao meu redor – tolice a minha. Tolice não porque o livro não nos favorece no entendimento do assunto, mas por pensar que eu poderia entender os outros, ou a maldade alheia. Ok. Continuando.

Saí do local e fui fazer minha pesquisa básica no Google sobre humor e crueldade. Encontrei inúmeros documentos, textos e crônicas sobre o assunto ou similares. Abrão disse, durante a palestra “As pessoas já nascem com certa maldade incorporada, apenas desenvolvem com o passar do tempo”. Para mim essa frase completa muitas coisas na minha história, mas sempre fica a dúvida: porquê ser cruel com as pessoas?

Me lembro de uma vez que uma colega de aula “surrupiou” uma caneta azul que eu tinha comprado. Era uma caneta simples, bem comum, só não era BIC – ainda bem. Na semana seguinte essa colega aparece na aula com a mesma caneta, sendo que a minha havia desaparecido fazia uma semana. Outra vez, eu soube de uma garota que não emprestava seus brinquedos aos amigos da escola, e caso eles insistissem, ela quebrava as bonecas em duas.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/eventos/resenha/resenha.asp?nevento=36060Os dois casos acima são de surpreender qualquer um, e nos faz voltar para a pesquisa de Abrão, onde diz que todos são cruéis. Mas a dúvida que fica é até que ponto é crueldade e onde inicia a maldade? Pra mim são duas coisas distintas. Ser cruel, de acordo com o psicanalista, é fazer pequenas ações que prejudicam o outro, mas a maldade é uma ação pior, como matar, assaltar uma residência. Não entendo muito bem, apenas guardei na memória a parte “todos somos cruéis”.

Não li o livro ainda, mas tenho intenção – e muita – de compra-lo e terminar o meu entendimento sobre o assunto. Na verdade, crueldade humana é um assunto com muito pano pra manga, como já dizia minha avó. Mas vou ficar na dúvida se todos, sem exceção, são cruéis. Eu também? Nunca imaginei dessa forma, mas às vezes é bom se colocar como observador de uma cena ao invés de participante. Vou conferir a leitura, vou repensar nas minhas atitudes, e claro, vou analisar direitinho as ações das pessoas daqui para a frente. Mas eu ainda fico na dúvida...

Todos somos cruéis?

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