Lições de uma vida – Will Traynor



 Trailer - Como eu era antes de você

Pensar sobre a vida é uma coisa própria de muitas pessoas. Eu, inclusive, gosto de fazer uma avaliação do que tenho feito e do que tenho a fazer para alcançar meus objetivos. Isso é próprio do ser humano, essa autoavaliação que, muitas vezes, resulta em uma ação positiva no dia-a-dia. Tratando desse assunto, decidi ler o livro “Como Eu Era Antes de Você”, da autora Jojo Moyes, que encanta numerosos leitores cada dia mais. Com sua sequência em lançamento nas livrarias e assunto corriqueiro em páginas da internet, decidi ler e descobrir o mundo maravilhoso de Will Traynor. Pensando agora, o mundo do personagem principal não é uma maravilha como imaginei, e tive que secar muitas lágrimas que escorriam sem parar pelo meu rosto e, além disso, fiquei horas refletindo sobre aquela história.
            Quem nunca pensou em como seria a sua vida se você fosse outra pessoa? Será que o “novo eu” praticaria mais exercícios físicos? Ou, quem sabe, ainda, sairia para jantar nos melhores restaurantes na própria companhia? Seria mais comunicativo com as pessoas? Amaria mais? Viveria sem se preocupar com o amanhã? Esses pensamentos me vieram à mente assim que me deparei com a história do Will, 35 anos, tetraplégico, rico, com um futuro que parecia ser promissor se não fosse por um passo em falso. Porém, a autora nos presenteia com uma história de amor verdadeiro e mudanças. Quero isso pra mim, mudanças e amor verdadeiro.
            Nos colocamos no lugar de alguém que depende de outras pessoas 24 horas por dia é bastante complicado. O nosso egocentrismo não nos permite imaginar como seria isso. Preciso fazer o que eu tenho vontade e com minhas próprias pernas. Mas e se não for assim? A vida corre diariamente e não podemos parar de andar junto com ela, e isso é algo que acontece com muitas pessoas que se descobrem dependentes de outros. Elas simplesmente decidem de viver. A partir da minha visão religiosa isso não é correto, mas é correto julgar? Vivamos a vida até o último minuto e veremos o que fazer no final! Os dias vão continuar sendo os mesmos, com a mesma programação cotidiana, com o mesmo embalar de folhas verdes e depois marrons nas árvores lá fora, e as crianças vão crescer e começar a julgar a vida que não é a que elas querem. Para Will, isso foi se tornando cansativo e precisava ter um fim. Imagino na coragem que as pessoas que tomam essa atitude tenham que ter para cumprir a promessa de acabar com a própria vida.
            Em partes da história me peguei pensando no amor incondicional que os pais tinham por ele e, sem dúvida, no sentimento que a Lou descobriu com o passar do tempo. Fiquei exausta só de imaginar abdicar do amor e das maravilhas que o cercam. Quando percebi, finalizei a história com – como disse no inicio -, lágrimas nos olhos e um coração apertado com pena, raiva e tristeza daquela história. Me coloquei mais uma vez no lugar dos personagens e me descobri incapaz de tamanha façanha. Se há amor, há vida a ser vivida!

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1 comentários:

  1. Oi Ju, tudo bem contigo ???
    Tenho que confessar que até hoje não li Como Eu Era Antes de Você, e sinceramente, com todo o respeito que o livro, a história, os leitores e fãs desse livro merecem, não tenho nenhuma vontade de ler o livro.
    Não me entenda mal, não tenho absolutamente nada contra a história, contra o gênero ou contra a autora, eu simplesmente não me sinto atraída por esse livro, não me conectei com a história. Acho que estou um pouco cansada desse rumo, dessa fórmula ...
    Gostei de seu texto por causa da reflexão que o livro lhe trouxe. Essa história realmente nos faz pensar, refletir, nos colocar no lugar daquele ou de outro personagem ... É difícil, complicado, mas importante.
    Acredito que tudo depende de quem somos, no que acreditamos, o que vivenciamos, vimos, como fomos ensinados a pensar e ver o mundo quando ainda estávamos formando nossa personalidade. Particularmente, não condeno a escolha de Will. Entendo o que ele sente, mesmo não estando na mesma situação, sei como é esse sentimento ...

    Beijinhos
    Hear the Bells

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Lições de uma vida – Will Traynor

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 Trailer - Como eu era antes de você

Pensar sobre a vida é uma coisa própria de muitas pessoas. Eu, inclusive, gosto de fazer uma avaliação do que tenho feito e do que tenho a fazer para alcançar meus objetivos. Isso é próprio do ser humano, essa autoavaliação que, muitas vezes, resulta em uma ação positiva no dia-a-dia. Tratando desse assunto, decidi ler o livro “Como Eu Era Antes de Você”, da autora Jojo Moyes, que encanta numerosos leitores cada dia mais. Com sua sequência em lançamento nas livrarias e assunto corriqueiro em páginas da internet, decidi ler e descobrir o mundo maravilhoso de Will Traynor. Pensando agora, o mundo do personagem principal não é uma maravilha como imaginei, e tive que secar muitas lágrimas que escorriam sem parar pelo meu rosto e, além disso, fiquei horas refletindo sobre aquela história.
            Quem nunca pensou em como seria a sua vida se você fosse outra pessoa? Será que o “novo eu” praticaria mais exercícios físicos? Ou, quem sabe, ainda, sairia para jantar nos melhores restaurantes na própria companhia? Seria mais comunicativo com as pessoas? Amaria mais? Viveria sem se preocupar com o amanhã? Esses pensamentos me vieram à mente assim que me deparei com a história do Will, 35 anos, tetraplégico, rico, com um futuro que parecia ser promissor se não fosse por um passo em falso. Porém, a autora nos presenteia com uma história de amor verdadeiro e mudanças. Quero isso pra mim, mudanças e amor verdadeiro.
            Nos colocamos no lugar de alguém que depende de outras pessoas 24 horas por dia é bastante complicado. O nosso egocentrismo não nos permite imaginar como seria isso. Preciso fazer o que eu tenho vontade e com minhas próprias pernas. Mas e se não for assim? A vida corre diariamente e não podemos parar de andar junto com ela, e isso é algo que acontece com muitas pessoas que se descobrem dependentes de outros. Elas simplesmente decidem de viver. A partir da minha visão religiosa isso não é correto, mas é correto julgar? Vivamos a vida até o último minuto e veremos o que fazer no final! Os dias vão continuar sendo os mesmos, com a mesma programação cotidiana, com o mesmo embalar de folhas verdes e depois marrons nas árvores lá fora, e as crianças vão crescer e começar a julgar a vida que não é a que elas querem. Para Will, isso foi se tornando cansativo e precisava ter um fim. Imagino na coragem que as pessoas que tomam essa atitude tenham que ter para cumprir a promessa de acabar com a própria vida.
            Em partes da história me peguei pensando no amor incondicional que os pais tinham por ele e, sem dúvida, no sentimento que a Lou descobriu com o passar do tempo. Fiquei exausta só de imaginar abdicar do amor e das maravilhas que o cercam. Quando percebi, finalizei a história com – como disse no inicio -, lágrimas nos olhos e um coração apertado com pena, raiva e tristeza daquela história. Me coloquei mais uma vez no lugar dos personagens e me descobri incapaz de tamanha façanha. Se há amor, há vida a ser vivida!

1 comentários:

Ryoko Bel disse...

Oi Ju, tudo bem contigo ???
Tenho que confessar que até hoje não li Como Eu Era Antes de Você, e sinceramente, com todo o respeito que o livro, a história, os leitores e fãs desse livro merecem, não tenho nenhuma vontade de ler o livro.
Não me entenda mal, não tenho absolutamente nada contra a história, contra o gênero ou contra a autora, eu simplesmente não me sinto atraída por esse livro, não me conectei com a história. Acho que estou um pouco cansada desse rumo, dessa fórmula ...
Gostei de seu texto por causa da reflexão que o livro lhe trouxe. Essa história realmente nos faz pensar, refletir, nos colocar no lugar daquele ou de outro personagem ... É difícil, complicado, mas importante.
Acredito que tudo depende de quem somos, no que acreditamos, o que vivenciamos, vimos, como fomos ensinados a pensar e ver o mundo quando ainda estávamos formando nossa personalidade. Particularmente, não condeno a escolha de Will. Entendo o que ele sente, mesmo não estando na mesma situação, sei como é esse sentimento ...

Beijinhos
Hear the Bells

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