RESENHA: Baía da Esperança - Jojo Moyes

Baía da esperança
 Livro: Baía da Esperança
Autor: Jojo Moyes
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2010
Páginas: 392
Skoob: Adicione
Compare e compre: Saraiva, Submarino, LeLivros

Sinopse: Até onde se pode chegar, antes de destruir o que se ama?

Quando Mike Dormer parte de Londres para uma pequena cidade litorânea da Austrália, a fim de impulsionar a construção de um resort de luxo, vislumbra apenas mais um contrato milionário que lhe permita subir outro degrau da escada empresarial. O destino, porém, lhe reserva algo diferente. Assim começa Baía da Esperança, terceiro romance de Jojo Moyes publicado no Brasil.

Baía da Esperança não é uma cidadezinha qualquer, e as tripulações de observação de baleias, lideradas pela enigmática marinheira Liza McCullen, logo vão se revoltar contra o apetite predatório do forasteiro Mike.

Quando a megaconstrução começa a ganhar vida, e então se revelam os efeitos na fauna local, os mundos de Liza e Mike se chocam, com resultados dramáticos. Perigos inesperados irão confrontar os nativos, sejam eles criaturas marinhas ou seres humanos. E Mike se vê obrigado a responder à pergunta que paira sobre Baía da Esperança: até onde se pode chegar, antes de acabar por destruir o que se ama?

*********************

 
Nessa história encontramos diferentes personagens, todos com seus segredos, paixões e medos. A autora Jojo Moyes descreve a vida de pessoas na Baía da Esperança, na Austrália, onde a vida marítima é o que cerca o dia-a-dia de todos. O ponto de partida se dá quando Mike Dormer se hospeda no hotel de Kathleen, na cidade, para investigar as futuras construções que sua empresa fará. A ideia de Mike e seu sócio é de criar um local maior para lazer, com novo hotel e instrutores de mergulho para aumentar o turismo na cidade. A baía é recheada de golfinhos, baleias e tudo de melhor que a natureza e o oceano poderia proporcionar, mas com novos turistas e construções isso pode mudar. Nesse meio tempo, mantendo as ideias em segredo, Mike conhece melhor Kathleen e sua reservada sobrinha, Liza.

“Nunca houve noite demasiadamente fria para me fazer fechá-la por completo. Ali, dois andares acima, eu podia ficar em paz com meus pensamentos e, quando sozinha, chorar sem ninguém ouvir. Eram as únicas vezes em que fechava a janela, para que o ar não transportasse qualquer som por mim proferido às tripulações de observação de baleias ou a ouvintes dispersos embaixo.
página 120

Confesso que quando vi a capa pela primeira vez eu não imaginava que a história seria tão emocionante. Nunca pensei muito em assuntos como defesa marítima, porém, o leitor entra nessa história de cabeça e mergulha até o fundo no romance entre Mike e Liza. Só tenho a elogiar a autora, pois a obra é leve e instigante para qualquer leitor apaixonado por histórias.


“Tenho absoluta certeza de que eu jamais poderia ser descrita como ‘alegre’, mas Kathleen uma vez me disse desconfiar de que eu me sentia tão ligada às baleias porque eram criaturas solitárias. Não há tal ligação entre baleia macho e fêmea – pelo menos duradoura, de qualquer modo. O macho não desempenha qualquer função paterna, por assim dizer. Ela não acrescentou que as fêmeas não são monogâmicas – àquela altura, não era necessário -, mas mães admiráveis. Vi uma corcunda correr o risco de encalhar para aninhar o filhote. Ouvi os cantos de amor e perda romperem o silêncio das partes mais profundas do mar, e chorei com eles. Nesses cantos, a gente ouve toda a alegria e dor de qualquer mãe fascinada pelo coração do bebê.” 
página 227

Aproveite essa história e fique apaixonado por mais uma obra de Jojo Moyes!
 

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

RESENHA: Baía da Esperança - Jojo Moyes

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Baía da esperança
 Livro: Baía da Esperança
Autor: Jojo Moyes
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2010
Páginas: 392
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Sinopse: Até onde se pode chegar, antes de destruir o que se ama?

Quando Mike Dormer parte de Londres para uma pequena cidade litorânea da Austrália, a fim de impulsionar a construção de um resort de luxo, vislumbra apenas mais um contrato milionário que lhe permita subir outro degrau da escada empresarial. O destino, porém, lhe reserva algo diferente. Assim começa Baía da Esperança, terceiro romance de Jojo Moyes publicado no Brasil.

Baía da Esperança não é uma cidadezinha qualquer, e as tripulações de observação de baleias, lideradas pela enigmática marinheira Liza McCullen, logo vão se revoltar contra o apetite predatório do forasteiro Mike.

Quando a megaconstrução começa a ganhar vida, e então se revelam os efeitos na fauna local, os mundos de Liza e Mike se chocam, com resultados dramáticos. Perigos inesperados irão confrontar os nativos, sejam eles criaturas marinhas ou seres humanos. E Mike se vê obrigado a responder à pergunta que paira sobre Baía da Esperança: até onde se pode chegar, antes de acabar por destruir o que se ama?

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Nessa história encontramos diferentes personagens, todos com seus segredos, paixões e medos. A autora Jojo Moyes descreve a vida de pessoas na Baía da Esperança, na Austrália, onde a vida marítima é o que cerca o dia-a-dia de todos. O ponto de partida se dá quando Mike Dormer se hospeda no hotel de Kathleen, na cidade, para investigar as futuras construções que sua empresa fará. A ideia de Mike e seu sócio é de criar um local maior para lazer, com novo hotel e instrutores de mergulho para aumentar o turismo na cidade. A baía é recheada de golfinhos, baleias e tudo de melhor que a natureza e o oceano poderia proporcionar, mas com novos turistas e construções isso pode mudar. Nesse meio tempo, mantendo as ideias em segredo, Mike conhece melhor Kathleen e sua reservada sobrinha, Liza.

“Nunca houve noite demasiadamente fria para me fazer fechá-la por completo. Ali, dois andares acima, eu podia ficar em paz com meus pensamentos e, quando sozinha, chorar sem ninguém ouvir. Eram as únicas vezes em que fechava a janela, para que o ar não transportasse qualquer som por mim proferido às tripulações de observação de baleias ou a ouvintes dispersos embaixo.
página 120

Confesso que quando vi a capa pela primeira vez eu não imaginava que a história seria tão emocionante. Nunca pensei muito em assuntos como defesa marítima, porém, o leitor entra nessa história de cabeça e mergulha até o fundo no romance entre Mike e Liza. Só tenho a elogiar a autora, pois a obra é leve e instigante para qualquer leitor apaixonado por histórias.


“Tenho absoluta certeza de que eu jamais poderia ser descrita como ‘alegre’, mas Kathleen uma vez me disse desconfiar de que eu me sentia tão ligada às baleias porque eram criaturas solitárias. Não há tal ligação entre baleia macho e fêmea – pelo menos duradoura, de qualquer modo. O macho não desempenha qualquer função paterna, por assim dizer. Ela não acrescentou que as fêmeas não são monogâmicas – àquela altura, não era necessário -, mas mães admiráveis. Vi uma corcunda correr o risco de encalhar para aninhar o filhote. Ouvi os cantos de amor e perda romperem o silêncio das partes mais profundas do mar, e chorei com eles. Nesses cantos, a gente ouve toda a alegria e dor de qualquer mãe fascinada pelo coração do bebê.” 
página 227

Aproveite essa história e fique apaixonado por mais uma obra de Jojo Moyes!
 

1 comentários:

Unknown disse...

Gostei, vou ler.
Obrigado pela dica.
Abraço José Eduardo

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