CRÔNICA: Continue a sorrir




Madagascar

Essa semana me deparei com situações adversas de sentimentalismo barato, ou seja, o bom e velho ciúme marcando presença por onde passa. A questão principal é que a ciumenta de plantão fui eu. Não critico quem sente ciúmes, pois é algo atrelado aos sentimentos que envolvem um relacionamento, porém, quando se choca com a possessividade aí as coisas complicam.
            De acordo com o bom e velho dicionário Aurélio, o ciúme significa “Receio ou despeito de certos sentimentos não serem exclusivamente para nós”. Na definição dos vizinhos que gostam de um bom barraco motivado por ciúme, é acerto de contas. Mas, na minha visão é pura e total insegurança. Não sou insegura, porém, sou possessiva. Minhas características estão expostas no poema de Luiz de Camões, “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente”. Pois é, amor para mim é fogo puro, e o ciúme vem junto para apimentar as coisas que já estão explodindo.
            Amar e ser amado, querer o bem do outro, mas sem essa de gracinha com terceiros é uma regra básica na sociedade popular do nosso país. Eu não quero ter de brigar por ver um olho esticado para aquela “baranga” do outro lado da rua, mas, eu também não vou me fazer de “mosca morta” para o momento. Se é para fazer uma bela “DR” em casa, chorar, gritar e ofender até a próxima geração, é válido, mas nunca com agressões. Sou uma mulher normal, gosto de saber que causo ciúmes no parceiro e que ele vai chamar a minha atenção quando pensar que tem “abelha nova no pedaço”. Claro, aquele gato que ficou me cuidando na rua não é pálio para o meu namorado, porém, a disputa entre zangões é da idade média.
            Como uma pessoa normal e ciumenta, posso dizer que “aqui se faz e paga”. Por sinal, o pagamento é muito alto e árduo. Então, queridos, para uma ciumenta perdoar olhos espichados pelas ruas, você vai ter que rebolar igual à globeleza no carnaval. No meu caso essa semana, eu não rebolei na cara da rival para mostrar meus músculos das coxas – graças às horas na academia -, eu fiz a Cátia cega e sorri de forma deslumbrante. Se eu acho isso certo? Bom, cada um faz o que lhe cabe, eu preferi bancar a durona e ficar matutando isso durante os dias e eis que está aqui o resultado, uma epopéia um pouco avessa, porque eu não fiz a heroína, apenas banquei a lutadora e segurei no peito, igual Neymar quando joga futebol.
            Nesse momento eu estou pensando se as situações de ciúme são puramente da cabeça das mulheres ou realmente elas acontecem em qualquer lugar e momento das nossas vidas. Se alguém souber por que enxergamos coisas que os homens não veem, me avisa que vou cancelar o meu horário com a psicóloga. Por enquanto, não vou brigar, não vou iniciar uma DR (Discutir Relação) em uma sexta-feira à noite, não vou comer brigadeiro de colher – não quero colocar a perder minhas atividades físicas -, muito menos pensar em que ponto do romance eu errei, pois isso quem faz são pessoas inseguras de si, eu não. Vou apenas fazer igual os queridos amigos inventados pela Disney, Capitão, Kowalsk, Rico e Recruta, os pingüins de Madagascar, “Acene e sorria, amigos!”

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

CRÔNICA: Continue a sorrir

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Essa semana me deparei com situações adversas de sentimentalismo barato, ou seja, o bom e velho ciúme marcando presença por onde passa. A questão principal é que a ciumenta de plantão fui eu. Não critico quem sente ciúmes, pois é algo atrelado aos sentimentos que envolvem um relacionamento, porém, quando se choca com a possessividade aí as coisas complicam.
            De acordo com o bom e velho dicionário Aurélio, o ciúme significa “Receio ou despeito de certos sentimentos não serem exclusivamente para nós”. Na definição dos vizinhos que gostam de um bom barraco motivado por ciúme, é acerto de contas. Mas, na minha visão é pura e total insegurança. Não sou insegura, porém, sou possessiva. Minhas características estão expostas no poema de Luiz de Camões, “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente”. Pois é, amor para mim é fogo puro, e o ciúme vem junto para apimentar as coisas que já estão explodindo.
            Amar e ser amado, querer o bem do outro, mas sem essa de gracinha com terceiros é uma regra básica na sociedade popular do nosso país. Eu não quero ter de brigar por ver um olho esticado para aquela “baranga” do outro lado da rua, mas, eu também não vou me fazer de “mosca morta” para o momento. Se é para fazer uma bela “DR” em casa, chorar, gritar e ofender até a próxima geração, é válido, mas nunca com agressões. Sou uma mulher normal, gosto de saber que causo ciúmes no parceiro e que ele vai chamar a minha atenção quando pensar que tem “abelha nova no pedaço”. Claro, aquele gato que ficou me cuidando na rua não é pálio para o meu namorado, porém, a disputa entre zangões é da idade média.
            Como uma pessoa normal e ciumenta, posso dizer que “aqui se faz e paga”. Por sinal, o pagamento é muito alto e árduo. Então, queridos, para uma ciumenta perdoar olhos espichados pelas ruas, você vai ter que rebolar igual à globeleza no carnaval. No meu caso essa semana, eu não rebolei na cara da rival para mostrar meus músculos das coxas – graças às horas na academia -, eu fiz a Cátia cega e sorri de forma deslumbrante. Se eu acho isso certo? Bom, cada um faz o que lhe cabe, eu preferi bancar a durona e ficar matutando isso durante os dias e eis que está aqui o resultado, uma epopéia um pouco avessa, porque eu não fiz a heroína, apenas banquei a lutadora e segurei no peito, igual Neymar quando joga futebol.
            Nesse momento eu estou pensando se as situações de ciúme são puramente da cabeça das mulheres ou realmente elas acontecem em qualquer lugar e momento das nossas vidas. Se alguém souber por que enxergamos coisas que os homens não veem, me avisa que vou cancelar o meu horário com a psicóloga. Por enquanto, não vou brigar, não vou iniciar uma DR (Discutir Relação) em uma sexta-feira à noite, não vou comer brigadeiro de colher – não quero colocar a perder minhas atividades físicas -, muito menos pensar em que ponto do romance eu errei, pois isso quem faz são pessoas inseguras de si, eu não. Vou apenas fazer igual os queridos amigos inventados pela Disney, Capitão, Kowalsk, Rico e Recruta, os pingüins de Madagascar, “Acene e sorria, amigos!”

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